Senado aprovou a proposta por 75 votos a 1. Paulo Paim e Luis Carlos Heinze votaram a favor, enquanto Hamilton Mourão foi o único parlamentar contrário nos dois turnos.
O fim da escala de trabalho 6×1 avançou no Senado Federal na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, com uma votação expressiva: foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada um dos dois turnos. O único senador a se posicionar contra a proposta foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS), representante do Rio Grande do Sul e ex-vice-presidente da República no governo Jair Bolsonaro.
A decisão colocou o parlamentar gaúcho em posição isolada diante da ampla maioria do Senado, que apoiou a proposta de redução da jornada semanal de trabalho. A medida prevê a diminuição do limite de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas remuneradas por semana, em substituição ao modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso.
Como votaram os senadores do Rio Grande do Sul?
A votação permite comparar diretamente as posições dos três representantes gaúchos no Senado:
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS): votou contra .
- Paulo Paim (PT-RS): votou a favor.
- Luis Carlos Heinze (PP-RS): votou a favor.
O resultado evidencia que a representação política do Rio Grande do Sul não teve uma posição unânime sobre a mudança nas relações de trabalho. Mourão foi o único senador do estado a rejeitar a proposta, enquanto Paim e Heinze apoiaram o texto.
Por que Hamilton Mourão votou contra?
Mourão argumentou que a redução da jornada poderia provocar consequências econômicas negativas. Em entrevista ao portal Intercept, o senador afirmou que, em sua avaliação, os trabalhadores poderiam perder empregos e o Estado poderia sofrer redução de receitas e arrecadação.
O parlamentar já havia manifestado oposição à proposta durante sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Sua posição contrasta com o resultado expressivo da votação em plenário, que reuniu apoio de parlamentares de diferentes campos políticos. A aprovação demonstra que, naquele momento, a defesa da mudança na jornada de trabalho ultrapassou as divisões partidárias tradicionais.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A escala 6×1 é um regime em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A proposta aprovada pelo Congresso prevê uma reorganização dessa jornada, com redução progressiva da carga horária e garantia de duas folgas remuneradas por semana.
De acordo com as informações divulgadas após a votação, a implementação está prevista para ocorrer de forma gradual: inicialmente, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais, após o prazo estabelecido no texto, e posteriormente chegaria a 40 horas semanais.
A proposta também prevê proteção contra a redução salarial em razão da mudança. A implementação depende da promulgação e do cumprimento das regras previstas no texto aprovado.
Uma decisão com impacto direto na vida dos trabalhadores
O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve questões de saúde, qualidade de vida, produtividade, custos empresariais e geração de empregos. Para os defensores da mudança, ampliar o tempo de descanso representa uma oportunidade de melhorar a vida dos trabalhadores e permitir maior equilíbrio entre trabalho, família e vida pessoal.
Já os críticos apontam possíveis dificuldades de adaptação em determinados setores e defendem atenção aos efeitos econômicos da redução da jornada.
Nesse cenário, o voto de Hamilton Mourão representa uma posição política clara sobre o tema. A votação, por sua vez, mostrou que a ampla maioria dos senadores considerou possível avançar com a proposta.
O resultado deixa uma questão importante para o eleitor gaúcho: como cada representante escolhido pelo estado se posiciona diante de mudanças que afetam diretamente a rotina, a renda e as condições de trabalho da população?
A resposta está registrada nos votos do Senado e permite que os cidadãos acompanhem e avaliem a atuação de seus representantes.
Fontes: BBC News Brasil; Agência Brasil; registros da votação do Senado Federal.
- BBC News Brasil — Hamilton Mourão foi o único senador a votar contra
- Agência Brasil — Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho
- Gazeta do Povo — Como votou cada senador na PEC do fim da escala 6×1
- Consulta nominal das votações da PEC 221/2019 — Senado Federal.
Votação nominal da PEC 221/2019: veja como votaram os 81 senadores
O Senado Federal aprovou, em 14 de outubro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que trata do fim da escala de trabalho 6×1. Nos dois turnos, o placar foi o mesmo: 75 votos favoráveis, 1 contrário, nenhuma abstenção e o presidente da sessão registrado separadamente.
De acordo com o painel oficial, o único voto contrário foi o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Os outros senadores que participaram da votação apoiaram a proposta. O registro também identifica parlamentares que não compareceram em determinados turnos.
Como votaram os representantes do Rio Grande do Sul
| Senador | Partido | 1º turno | 2º turno |
|---|---|---|---|
| Hamilton Mourão | Republicanos-RS | Não | Não |
| Luis Carlos Heinze | PP-RS | Sim | Sim |
| Paulo Paim | PT-RS | Sim | Sim |
A bancada gaúcha teve dois votos favoráveis e um contrário. A posição de Mourão destoou da maioria do Senado, que apoiou a proposta nos dois turnos.
Relação nominal dos votos
A consulta oficial registra os seguintes resultados:
- Votaram “Sim”: Alan Rick, Alessandro Vieira, Ana Paula Lobato, Angelo Coronel, Astronauta Marcos Pontes, Beto Faro, Camilo Santana, Carlos Fávaro, Carlos Portinho, Carlos Viana, Chico Rodrigues, Cid Gomes, Cleitinho, Confúcio Moura, Damares Alves, Daniella Ribeiro, Dr. Hiran no primeiro turno, Dra. Eudócia, Eduardo Braga, Eduardo Gomes, Efraim Filho, Eliziane Gama, Esperidião Amin, Fabiano Contarato, Fernando Dueire, Flávio Arns, Flávio Bolsonaro, Giordano, Humberto Costa, Irajá, Ivete da Silveira, Izalci Lucas, Jader Barbalho, Jaime Bagattoli, Jaques Wagner, Jayme Campos, Jorge Kajuru, Jorge Seif, Jussara Lima, Laércio Oliveira, Leany Lemos, Lucas Barreto, Luis Carlos Heinze, Magno Malta, Mara Gabrilli, Marcelo Castro, Marcos Rogério, Marcos do Val, Nelsinho Trad, Omar Aziz, Oriovisto Guimarães, Otto Alencar, Paulo Paim, Plínio Valério, Professora Dorinha Seabra, Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Renan Filho, Renzo Braz, Roberta Acioly, Rogério Carvalho, Romário, Sargento Reginauro, Soraya Thronicke, Styvenson Valentim, Sérgio Petecão, Teresa Leitão, Tereza Cristina, Vanderlan Cardoso, Veneziano Vital do Rêgo, Wellington Fagundes, Weverton, Wilder Morais e Zenaide Maia, além de outros parlamentares que constam no registro nominal oficial.
- Votou “Não”: Hamilton Mourão (Republicanos-RS), nos dois turnos.
- Não compareceram no primeiro turno: Ciro Nogueira, Marcio Bittar, Rogerio Marinho e Sergio Moro.
- Não compareceram no segundo turno: Dr. Hiran, Marcio Bittar, Rogerio Marinho e Sergio Moro.
- Presidente da sessão: Davi Alcolumbre, registrado separadamente conforme o Regimento Interno do Senado.
Nota: a relação nominal acima resume os registros e não substitui a consulta oficial integral. Para evitar erros na publicação, confira os nomes e a situação de cada senador diretamente nos mapas de votação por nome, partido ou unidade da Federação.
Fonte oficial
Senado Federal — Votações da PEC 221/2019.
A página permite consultar os dois turnos, comparar os votos por estado e partido e verificar os registros individuais de presença e ausência.










