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Quaest mostra disputa acirrada

Levantamento divulgado em 14 de outubro mostra disputa apertada pela Presidência. Na intenção de voto estimulada, Flávio registra 46%, contra 44% de Lula; diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A primeira pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026 aponta uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Divulgado na quarta-feira (14), o levantamento apresenta Flávio com 51% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 49%.

Apesar da vantagem numérica do candidato do PL, os números indicam empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Portanto, a pesquisa não permite afirmar que um dos candidatos tenha uma vantagem estatisticamente consolidada.

O estudo foi realizado após o primeiro turno, ocorrido em 4 de outubro, e mostra como está o cenário eleitoral na largada da etapa decisiva da disputa presidencial.

Intenção de voto: veja os números da Quaest

Na simulação estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, os percentuais são os seguintes:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 46%
  • Lula (PT): 44%
  • Branco, nulo ou nenhum dos candidatos: 9%
  • Indecisos: 1%

Já no cálculo dos votos válidos, que exclui votos brancos e nulos, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, e Lula, com 49%.

É importante diferenciar os dois resultados: os percentuais de 46% e 44% representam a intenção de voto no cenário estimulado, enquanto 51% e 49% correspondem à distribuição proporcional dos votos válidos.

Pesquisa espontânea também mostra disputa equilibrada

O levantamento também avaliou a intenção de voto espontânea, modalidade em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, o eleitor declara por conta própria em quem pretende votar.

Os resultados foram:

  • Flávio Bolsonaro: 43%
  • Lula: 42%
  • Branco, nulo ou não pretende votar: 8%
  • Indecisos: 7%

A diferença de apenas um ponto percentual na pesquisa espontânea reforça o cenário de proximidade entre os dois candidatos. O percentual de indecisos nessa modalidade é superior ao registrado na pesquisa estimulada, na qual os entrevistados recebem os nomes dos concorrentes.

Rejeição dos candidatos

A Quaest também mediu a rejeição eleitoral, indicador que considera os eleitores que afirmam não votar em determinado candidato.

Nesse quesito, Flávio Bolsonaro registra 54%, enquanto Lula aparece com 53%. A diferença é de um ponto percentual, também dentro da margem de erro do levantamento.

Os números mostram que os dois candidatos enfrentam níveis elevados de rejeição entre os entrevistados. Esse indicador, no entanto, não deve ser interpretado isoladamente: rejeitar um candidato não significa necessariamente que o eleitor já tenha definido seu voto no adversário.

Transferência de votos do primeiro turno

Outro ponto analisado pela pesquisa é o comportamento dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno, além daqueles que votaram em branco ou nulo ou não compareceram às urnas.

Entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), que representavam 2% do total considerado no levantamento, 42% declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 23% indicaram Lula. Outros 33% disseram que votariam em branco ou nulo ou não compareceriam, e 2% estavam indecisos.

Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), também equivalentes a 2% do total, 40% declararam voto em Flávio, 14% em Lula, 43% em branco ou nulo ou ausência e 3% permaneceram indecisos.

No grupo de eleitores de Augusto Cury (Avante), igualmente correspondente a 2% do total, Lula aparece com 34%, Flávio com 30%, enquanto 30% indicaram branco, nulo ou ausência. Outros 6% não souberam responder.

A pesquisa também analisou eleitores que haviam votado em branco ou nulo ou não comparecido no primeiro turno. Nesse grupo, 43% declararam intenção de votar em Lula, 38% em Flávio Bolsonaro, 17% indicaram branco, nulo ou ausência e 2% estavam indecisos.

Esses dados ajudam a compreender os desafios das campanhas na busca por novos eleitores. Entretanto, as respostas representam intenções declaradas no período da pesquisa e podem mudar até a votação.

Avaliação do governo Lula

O levantamento avaliou ainda a percepção dos entrevistados sobre o governo federal.

Na aprovação, 45% disseram aprovar a administração de Lula, enquanto 48% afirmaram desaprovar. Outros 7% não souberam responder ou não responderam à pergunta.

Na avaliação geral do governo, os resultados foram:

  • Avaliação negativa: 40%
  • Avaliação positiva: 34%
  • Avaliação regular: 24%
  • Não sabem ou não responderam: 2%

Os indicadores mostram uma avaliação dividida do governo federal, com a desaprovação e a avaliação negativa numericamente acima dos índices positivos. Esses dados compõem o contexto político da eleição, mas não determinam, por si só, o resultado do segundo turno.

Como foi realizada a pesquisa Quaest

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais em todo o Brasil. Ao todo, foram ouvidas 2.154 pessoas com 16 anos ou mais.

Confira os principais dados técnicos:

  • Instituto: Quaest
  • Entrevistados: 2.154 pessoas
  • Período: 10 a 13 de outubro de 2026
  • Margem de erro: dois pontos percentuais, para mais ou para menos
  • Nível de confiança: 95%
  • Registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): BR-08729/2026
  • Contratantes: TV Globo e jornal O Globo

A margem de erro representa uma estimativa de variação dos resultados. Como a diferença entre os candidatos é pequena e está dentro desse intervalo, o levantamento aponta empate técnico.

O nível de confiança de 95% é uma medida estatística associada ao método utilizado na pesquisa. Isso não significa que exista uma probabilidade de 95% de um candidato vencer a eleição.

O que os números indicam para o segundo turno

A pesquisa Quaest mostra uma disputa aberta entre Flávio Bolsonaro e Lula. O candidato do PL aparece numericamente à frente nos votos válidos, mas a diferença não permite estabelecer uma liderança estatisticamente significativa diante da margem de erro.

A rejeição semelhante, a proximidade na pesquisa espontânea e os votos de eleitores que escolheram outras opções no primeiro turno indicam que a disputa depende da mobilização dos eleitores e das decisões tomadas ao longo da campanha.

O levantamento retrata as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Não é uma previsão definitiva do resultado das urnas: os números podem mudar conforme a campanha avança e os eleitores definem suas escolhas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026. Até a votação, novas pesquisas poderão indicar se o cenário de equilíbrio se mantém ou se ocorre alguma mudança nas intenções de voto.

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