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Caso de idosa que caiu de prédio é encerrado

Polícia Civil concluiu que filho da vítima não foi responsável pela morte; homem havia sido preso inicialmente sob suspeita de feminicídio.

A investigação sobre a morte de Zenaide Lazzari Antunes, de 80 anos, foi encerrada pela Polícia Civil sem o indiciamento de qualquer pessoa. A idosa morreu após cair da janela do segundo andar do prédio onde morava, no bairro Floresta, em Porto Alegre, no dia 18 de agosto.

O caso chegou a ser investigado inicialmente como uma possível ocorrência de feminicídio, e o filho da vítima, de 49 anos, chegou a ser preso sob suspeita de envolvimento na morte.

Após o avanço das diligências, porém, a Polícia Civil concluiu que o homem não foi responsável pela morte da mãe. A informação foi confirmada pela delegada Waleska Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam).

A investigação foi encerrada sem apontar responsáveis pelo óbito. Até a divulgação da conclusão, entretanto, a Polícia Civil não havia confirmado se a queda ocorreu de maneira acidental ou se a idosa teria se jogado da janela. As duas possibilidades foram consideradas durante a apuração.

Queda aconteceu durante a madrugada

Zenaide foi encontrada após cair da janela do apartamento onde morava, no segundo andar de um edifício localizado no bairro Floresta.

O episódio ocorreu durante a madrugada de 18 de agosto. Após a queda, a idosa recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência chamou a atenção dos moradores e mobilizou posteriormente a Brigada Militar e a Polícia Civil.

Segundo informações divulgadas pela polícia, não houve acionamento do telefone 190 durante a madrugada. O primeiro atendimento registrado ocorreu posteriormente, depois que moradores encontraram resíduos de sangue no chão do prédio.

Filho foi levado para prestar depoimento

O filho da vítima esteve no local depois que a ocorrência foi identificada e foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) para prestar depoimento.

Naquele momento, ele foi tratado como testemunha. Posteriormente, acabou preso diante da suspeita inicial de que pudesse ter participação na morte da mãe.

A hipótese de feminicídio passou a ser investigada diante das circunstâncias da queda e das informações inicialmente disponíveis às autoridades.

Com o avanço da apuração, entretanto, a polícia descartou a responsabilidade do homem pela morte da idosa.

Investigação não apontou responsável

A conclusão da Polícia Civil é de que não há elementos para responsabilizar criminalmente outra pessoa pela morte de Zenaide.

Isso significa que o inquérito foi encerrado sem indiciamentos.

A investigação, no entanto, não estabeleceu publicamente uma conclusão definitiva sobre a dinâmica da queda. A polícia não confirmou se houve acidente ou se a idosa teria cometido suicídio.

Essa distinção é importante porque, mesmo sem indiciamento, as circunstâncias exatas que levaram à queda permanecem sem uma conclusão divulgada pelas autoridades.

Caso inicialmente tratado como possível feminicídio

A morte da idosa ganhou repercussão porque, nas primeiras horas da investigação, existia a possibilidade de que ela tivesse sido vítima de violência dentro do próprio ambiente familiar.

O filho, de 49 anos, chegou a ser preso por suspeita de feminicídio, mas posteriormente foi afastado da condição de suspeito após a análise das informações reunidas pela Polícia Civil.

A conclusão da investigação reforça que a hipótese inicial de crime não foi confirmada.

Em casos dessa natureza, a investigação policial busca reunir depoimentos, perícias e demais elementos capazes de determinar se houve crime e, caso exista, identificar os responsáveis.

Neste caso, a apuração terminou sem apontar autoria criminosa.

Relembre o caso

Na manhã de 18 de agosto, moradores do edifício perceberam a presença de resíduos de sangue no local. A situação levou ao acionamento das autoridades.

Zenaide havia caído da janela do segundo andar durante a madrugada. O Samu realizou o atendimento, mas a mulher não sobreviveu aos ferimentos provocados pela queda.

A Polícia Militar esteve no local e o filho da vítima foi encaminhado à Deam para prestar esclarecimentos.

Diante das circunstâncias, a investigação passou a considerar a possibilidade de feminicídio. O homem chegou a ser preso, mas a investigação posteriormente concluiu que ele não teve responsabilidade pela morte.

Agora, com o encerramento do procedimento sem indiciamentos, não há pessoa apontada pela Polícia Civil como responsável pelo óbito.

Jornal MPV

O caso chama atenção para a importância da investigação técnica em ocorrências com mortes em circunstâncias inicialmente consideradas suspeitas. A hipótese de crime foi analisada pelas autoridades, mas os elementos reunidos durante a apuração não sustentaram o indiciamento do filho da vítima ou de qualquer outra pessoa.

Com informações da Polícia Civil.

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