Defesa Civil contabiliza 127 ocorrências provocadas por granizo, vendavais, chuva intensa, deslizamentos e inundações desde 25 de setembro. Santiago concentra o maior número de pessoas afetadas e danos materiais.
A sequência de temporais que atingiu o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (25) já provocou ocorrências em 113 municípios, segundo o boletim 18 da Defesa Civil estadual, divulgado nesta terça-feira (29). Ao todo, foram registradas 127 ocorrências, sendo que 98 municípios tiveram danos humanos ou materiais contabilizados.
Os eventos climáticos incluem queda de granizo, vendavais, chuvas intensas, deslizamentos, inundações e movimentos de solo e lama. O levantamento mostra a extensão dos impactos provocados pelas condições meteorológicas que atingem diferentes regiões do Estado.
Mais de 52 mil pessoas foram afetadas
De acordo com os dados preliminares da Defesa Civil, 52.857 pessoas foram afetadas pelos temporais.
Entre elas, 146 estão desabrigadas, ou seja, precisam do apoio do poder público, enquanto 6.273 pessoas estão desalojadas e permanecem temporariamente na casa de familiares, amigos ou vizinhos.
Também foram registrados quatro feridos: dois em Pontão, um em Alegrete e um em Capão do Cipó.
Desde o início dos eventos, 7.666 casas foram danificadas. Até a atualização do boletim, entretanto, nenhuma residência havia sido registrada como totalmente destruída em consequência dos fenômenos climáticos.

Santiago concentra maior número de afetados
Entre os municípios atingidos, Santiago apresenta o maior número de pessoas afetadas.
Segundo a Defesa Civil, 26.013 pessoas foram atingidas pelos efeitos do granizo no município. Também foram contabilizadas 13 pessoas desabrigadas e 6 mil desalojadas.
Os danos materiais registrados em Santiago incluem 5 mil casas danificadas, um estabelecimento de saúde e 20 escolas.
Na sequência aparecem Capão do Cipó, com 3.107 pessoas afetadas, e Santo Antônio das Missões, com 3.057.
Em Capão do Cipó, o granizo também deixou um ferido, 12 pessoas desabrigadas e 120 desalojadas. O município registrou ainda danos em 500 casas, dois estabelecimentos de saúde, duas escolas, seis estabelecimentos públicos e três obras de infraestrutura pública.
Já em Santo Antônio das Missões, o vendaval afetou 3.057 pessoas, deixou sete desabrigadas e 50 desalojadas. Foram registradas ainda 200 casas danificadas, dez estabelecimentos públicos atingidos, dez quedas de árvores e danos em dez postes ou trechos de fiação.
Municípios com mais pessoas afetadas
Os dados apresentados pela Defesa Civil apontam:
- Santiago: 26.013 pessoas
- Capão do Cipó: 3.107
- Santo Antônio das Missões: 3.057
- Alegrete: 2.011
- Almirante Tamandaré do Sul: 2.008
- Santana do Livramento: 2.000
- São Luiz Gonzaga: 2.000
- Santa Margarida do Sul: 2.000
- Itaara: 1.280
- Erval Grande: 920
Em Alegrete, o granizo afetou 2.011 pessoas e deixou um ferido e dez desabrigados.

Danos materiais também são expressivos
O levantamento estadual contabiliza os danos materiais informados pelos municípios. O critério utilizado pela Defesa Civil considera a soma da quantidade de danos registrados, sem atribuir pesos diferentes conforme a gravidade ou o valor financeiro de cada ocorrência.
Nesse levantamento, Santiago aparece com 5.021 danos materiais registrados, incluindo as 5 mil residências danificadas, uma unidade de saúde e 20 escolas.
Capão do Cipó aparece com 513 registros, seguido por Santana do Livramento, com 500 residências danificadas.
Também estão entre os municípios com maior quantidade de danos materiais Alegrete, Erval Grande, Santo Antônio das Missões, Catuípe, Rolador, Panambi e São Valentim.
Defesa Civil mantém acompanhamento
A situação é acompanhada pelas equipes da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que monitoram as ocorrências registradas nos municípios e as condições meteorológicas e hidrológicas.
O cenário ocorre após uma sequência de instabilidades que já havia provocado ocorrências de grande impacto no Estado durante setembro. Em outro episódio registrado entre os dias 20 e 21, a Defesa Civil contabilizou danos em 151 municípios, além de quatro mortes e centenas de milhares de pessoas afetadas.
A situação também permanece dinâmica em diferentes regiões do Estado. Nesta terça-feira, por exemplo, o Rio Taquari voltou a atingir cota de inundação em Lajeado, levando à retirada preventiva de moradores de áreas de risco.
A orientação das autoridades é que a população acompanhe os alertas oficiais da Defesa Civil, especialmente em áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas, deslizamentos e elevação de rios.










