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Candidatos defendem câmeras na Brigada Militar

Gabriel Souza, Juliana Brizola, Luciano Zucco e Marcelo Maranata manifestaram apoio à expansão, mas apresentaram diferenças sobre critérios, implantação e uso dos equipamentos.

Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul divergem sobre a forma como deve ocorrer a ampliação do uso de câmeras corporais pela Brigada Militar (BM). O tema foi abordado pela série de entrevistas da GZH sobre assuntos considerados relevantes para a campanha eleitoral de 2026.

Entre os quatro candidatos ouvidos pela reportagem, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) declararam ser favoráveis à ampliação das câmeras corporais, mas apresentaram justificativas e condições diferentes para a implantação do sistema.

A discussão ocorre em um momento em que a Brigada Militar já utiliza os equipamentos em parte do efetivo e existe planejamento para ampliar a tecnologia para outras regiões do Estado.

Como funciona atualmente

A instalação de câmeras corporais nos uniformes dos policiais militares do Rio Grande do Sul começou oficialmente em setembro de 2024.

Segundo dados apresentados pela Brigada Militar à reportagem da GZH, atualmente existem 1.250 equipamentos distribuídos entre batalhões de Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Cachoeirinha, Viamão e Glorinha.

O efetivo da Brigada Militar, conforme o último censo da corporação citado pela reportagem, é de aproximadamente 17 mil policiais na ativa.

Isso significa que o número de equipamentos atualmente disponíveis ainda é inferior ao efetivo total da instituição.

Dados apontam redução em registros de ocorrências

Dados da própria Brigada Militar indicaram mudanças nos registros de alguns crimes após um ano de implementação das câmeras.

Segundo os números apresentados pela corporação, houve redução de:

  • 87% nos registros de resistência;
  • 70% nos registros de desacato;
  • 65% nos registros de desobediência.

Os dados são utilizados pela BM para avaliar os efeitos da utilização dos equipamentos.

As câmeras também têm como finalidade registrar abordagens e ocorrências, permitindo posteriormente a análise das ações policiais.

A tecnologia pode ser utilizada tanto para apurar possíveis abusos ou erros operacionais quanto para esclarecer denúncias feitas contra policiais.

Gabriel Souza defende ampliação

O candidato Gabriel Souza (MDB) declarou ser favorável à ampliação das câmeras corporais para o efetivo da Brigada Militar.

Segundo a posição apresentada à GZH, Souza considera que a tecnologia pode aumentar a transparência das ocorrências e também oferecer proteção aos policiais durante sua atuação.

O candidato defendeu que a expansão seja acompanhada de outras medidas de segurança pública e de enfrentamento à criminalidade.

Juliana Brizola prevê expansão gradual

A candidata Juliana Brizola (PDT) também se posicionou favoravelmente ao uso dos equipamentos.

Segundo a proposta apresentada, as câmeras corporais devem fazer parte dos instrumentos de trabalho das forças policiais.

Brizola defende uma implementação gradual e afirma que seu plano também prevê equipamentos em viaturas.

A candidata também menciona a necessidade de protocolos transparentes e proporcionais para o uso da força policial.

Zucco fala em custos e resultados

O candidato Luciano Zucco (PL) declarou ser favorável ao uso de tecnologia, controle e transparência, mas afirmou que a expansão precisa considerar fatores como custos, resultados e as características da atividade policial.

A posição apresentada por Zucco não rejeita a utilização das câmeras, mas defende que a discussão sobre onde e como ampliar os equipamentos leve em consideração as condições operacionais da Brigada Militar.

O candidato também ressaltou a necessidade de respaldo aos policiais durante situações de risco.

Marcelo Maranata defende regras claras

O candidato Marcelo Maranata (PSDB) também declarou apoio às câmeras corporais.

Segundo a resposta apresentada à GZH, Maranata defende uma implantação técnica, acompanhada de regras claras para utilização dos equipamentos.

O candidato também destacou a necessidade de diálogo permanente com as corporações policiais durante o processo de expansão.

Expansão envolve custos

A ampliação das câmeras corporais para todo o efetivo da Brigada Militar envolve não apenas a compra dos equipamentos.

O sistema exige infraestrutura para armazenamento e gerenciamento das imagens, conectividade, manutenção, treinamento dos policiais e mecanismos de segurança dos dados.

Em janeiro, a Brigada Militar informou que planejava expandir o uso das câmeras para cidades do interior do Estado. Naquele planejamento, estavam previstas 1.745 novas câmeras para policiais de municípios com mais de 100 mil habitantes.

O investimento previsto para a aquisição dos equipamentos estava estimado em R$ 24,1 milhões, por meio de convênio entre o governo estadual e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além da aquisição, a BM estimou custo mensal de aproximadamente R$ 589 por câmera, considerando a solução tecnológica necessária para operação do sistema.

Câmeras também já são utilizadas no monitoramento

A tecnologia das câmeras corporais passou a fazer parte de uma estrutura mais ampla de monitoramento da segurança pública no Estado.

Dados divulgados pela Brigada Militar em janeiro apontavam que aproximadamente mil câmeras corporais estavam em operação, além de cerca de 2,8 mil câmeras fixas.

Os equipamentos corporais possuem GPS e gravação de áudio e vídeo, com os dados armazenados por meio de sistemas de segurança e criptografia.

O que está em discussão nas eleições

A questão colocada aos candidatos é se o uso das câmeras corporais deve ser ampliado para todo o efetivo da Brigada Militar.

Embora os quatro candidatos ouvidos pela GZH tenham declarado apoio à ampliação, existem diferenças nas condições apresentadas.

Entre os pontos mencionados estão:

  • expansão gradual ou ampla do sistema;
  • utilização de câmeras também em viaturas;
  • definição de protocolos de uso;
  • custos de implantação e manutenção;
  • avaliação dos resultados;
  • treinamento dos policiais;
  • diálogo com as corporações;
  • transparência e controle das imagens.

O tema, portanto, envolve tanto uma decisão de política de segurança pública quanto questões orçamentárias e operacionais.

Outros candidatos ao governo do Estado

A eleição para o governo do Rio Grande do Sul tem sete candidaturas confirmadas, segundo levantamento da GZH baseado nos dados eleitorais. Além dos quatro candidatos ouvidos nesta reportagem sobre as câmeras, estão na disputa Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU).

A reportagem da GZH sobre câmeras corporais apresenta as posições de quatro dos candidatos considerados principais pela publicação.

Jornal MPV

O Jornal MPV acompanha as propostas apresentadas pelos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026.

O uso de câmeras corporais pela Brigada Militar é um dos temas relacionados à segurança pública que deverá fazer parte do debate eleitoral.

As posições apresentadas nesta reportagem são atribuídas aos respectivos candidatos e foram reproduzidas a partir das respostas divulgadas pela GZH.

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