Após família questionar atendimento, Conselho Escolar da EMEB Liberato afirma que SAMU foi acionado e que professores prestaram auxílio à estudante de 12 anos
O Conselho Escolar da EMEB Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, no bairro Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre, apresentou nesta segunda-feira (17) uma nova versão sobre os acontecimentos envolvendo a estudante Maria Eduarda, de 12 anos, que morreu após passar mal ao deixar a escola.
O esclarecimento ocorre depois que familiares da menina deram depoimento ao Jornal MPV e relataram questionamentos sobre o atendimento prestado no momento em que Maria passou mal.
O comunicado foi encaminhado ao MPV por um representante do Conselho Escolar, que solicitou anonimato. O conteúdo apresenta a versão discutida em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira e, segundo o documento, foi elaborado a partir dos relatos dos profissionais que estavam presentes durante a ocorrência.
Conselho afirma que SAMU foi acionado
Segundo o comunicado, Maria Eduarda havia acabado de deixar a sala de aula e seguia pelo corredor acompanhada de outros estudantes quando teria desfalecido.
Ainda conforme o Conselho Escolar, após os alunos comunicarem o ocorrido, os professores Guilherme e Osmar foram imediatamente até o local.
O documento afirma que o SAMU foi acionado e que, durante o contato telefônico, foram repassadas orientações para os procedimentos iniciais enquanto a equipe de emergência não chegava.
Entre as orientações mencionadas pelo Conselho estão a elevação das pernas da estudante e o posicionamento lateral do pescoço.
Família e Conselho Escolar apresentam versões diferentes
Anteriormente, a irmã de Maria Eduarda, Luísa, relatou ao MPV que a menina teria apresentado falta de ar, perdido a consciência e sofrido convulsões.
A família questionou o tempo de atendimento e afirmou que Maria teria permanecido aproximadamente 20 minutos sem receber o atendimento considerado necessário.
O Conselho Escolar, entretanto, apresenta outra sequência dos acontecimentos.
Segundo o comunicado, após a chegada da mãe de Maria, um professor teria perguntado se ela preferia aguardar o SAMU ou conduzir a filha até um serviço de saúde.
Uma professora, conforme o documento, teria se disponibilizado a realizar o transporte.

Pai levou a menina até o posto de saúde
Ainda segundo o Conselho Escolar, a mãe optou por levar Maria ao atendimento médico.
Durante o deslocamento até o elevador da escola, quatro pessoas teriam auxiliado no transporte da menina.
Nesse momento, o pai de Maria teria chegado, colocado a filha nos braços e seguido de carro até o posto de saúde.
O comunicado afirma que o professor Guilherme acompanhou os pais até a unidade de saúde.
A partir da chegada ao posto, o atendimento passou a ser realizado pela equipe de saúde, até a chegada do SAMU.
Posteriormente, Maria foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Conselho nega omissão de socorro
O Conselho Escolar afirma que os relatos e registros apresentados na reunião extraordinária não apontam indícios de omissão de socorro por parte da escola.
Segundo o comunicado, os profissionais presentes acionaram o serviço de emergência, seguiram as orientações recebidas e prestaram auxílio durante a ocorrência.
O Conselho afirma ainda que existem testemunhas e registro do contato realizado com o SAMU, elementos que poderão contribuir para a apuração dos fatos.
A afirmação representa a posição do Conselho Escolar e não uma conclusão independente do Jornal MPV.
Direção também é citada no esclarecimento
O comunicado informa que a diretora da escola estava em reunião na Secretaria Municipal de Educação durante a manhã e teria retornado à escola depois de ser informada sobre o ocorrido.
Segundo o Conselho, posteriormente ela teria ido até o posto de saúde para acompanhar a situação.
O documento também nega informações que circulavam sobre uma suposta reunião de professores a portas fechadas durante o atendimento da estudante.
Manifestação acontece nesta terça-feira
A família de Maria Eduarda informou ao MPV que realizará uma manifestação nesta terça-feira (18), às 7h20min em frente à EMEB Liberato, no Sarandi.
O ato ocorre em meio aos questionamentos dos familiares sobre as circunstâncias do atendimento prestado à estudante.
A manifestação deverá reunir familiares e pessoas que desejam cobrar esclarecimentos sobre o caso.
MPV acompanha as duas versões
O Jornal MPV registra que existem, neste momento, versões diferentes sobre a sequência do atendimento de Maria Eduarda.
A família questiona a demora e a forma como o socorro teria sido conduzido.
O Conselho Escolar afirma que o SAMU foi acionado, que os profissionais receberam orientações por telefone e que houve auxílio à estudante durante a ocorrência.
Cabe às autoridades e aos registros oficiais esclarecer eventuais divergências.
O MPV buscará manifestação dos órgãos envolvidos, incluindo a Secretaria Municipal de Educação, o SAMU e as autoridades responsáveis pela apuração, além de acompanhar a manifestação marcada para esta terça-feira.
O portal também poderá atualizar esta reportagem conforme novas informações oficiais sejam disponibilizadas.
O Jornal MPV preserva a identidade do representante do Conselho Escolar que encaminhou o comunicado por solicitação expressa de anonimato.
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