Maria Eduarda morre após passar mal na saída de escola na Zona Norte de Porto Alegre; família questiona atendimento
Menina de 12 anos passou mal na saída da escola, no bairro Sarandi. Segundo a irmã, Maria Eduarda teve falta de ar, perdeu a consciência e sofreu convulsões; família busca respostas sobre o atendimento prestado.
A morte de Maria Eduarda, de 12 anos, mobiliza familiares e moradores da Zona Norte de Porto Alegre e levanta questionamentos sobre o atendimento recebido pela menina após ela passar mal na saída da escola.
Segundo relato da irmã da menina, Luísa, Maria Eduarda saiu de casa para ir à escola aparentemente bem. Na saída da unidade de ensino, porém, teria apresentado falta de ar, seguido de perda de consciência e convulsões.
A família afirma que a menina permaneceu por aproximadamente 20 minutos aguardando atendimento. O relato foi apresentado ao MPV pela irmã, que questiona a forma como a situação foi conduzida naquele momento.
Família relata demora no atendimento
De acordo com Luísa, após Maria passar mal, colegas e profissionais da escola teriam percebido a situação e acionado o atendimento de emergência.
A família, entretanto, afirma que houve demora no socorro. Segundo o relato, o pai de Maria chegou ao local e acabou levando a menina, nos braços, até uma unidade de saúde localizada do outro lado da rua.
A irmã questiona por que a menina não teria sido encaminhada imediatamente para atendimento médico diante da gravidade da situação.
É importante destacar que essas informações correspondem ao relato da família. Até o momento, o MPV não encontrou confirmação independente de todos os detalhes narrados e busca as versões oficiais das instituições envolvidas.
Maria já havia apresentado convulsões
Segundo a irmã, Maria Eduarda já havia apresentado dois episódios anteriores de convulsão.
A família afirma que a menina fazia acompanhamento médico e que, até então, não havia conhecimento de um problema cardíaco que pudesse explicar os episódios.
Ainda conforme o relato de Luísa, após a morte, os médicos teriam analisado o histórico da menina e identificado alterações cardíacas que poderiam estar relacionadas aos episódios anteriores.
A informação, entretanto, ainda precisa ser confirmada por documentação médica ou pelas autoridades responsáveis.
Família tentou registrar ocorrência
Outro ponto relatado pela família envolve uma tentativa de registrar uma ocorrência policial.
Segundo Luísa, a mãe de Maria procurou inicialmente uma unidade policial e posteriormente teria sido orientada a procurar o Palácio da Polícia.
De acordo com o relato, durante o atendimento, a família teria sido informada de que o sistema estava indisponível, o que teria impedido a conclusão do registro naquele momento.
O MPV também buscará esclarecimentos junto às autoridades policiais sobre o episódio e sobre eventual registro relacionado à morte da menina.
Manifestação está prevista na Zona Norte
A família informou ainda que está prevista uma manifestação em homenagem a Maria Eduarda e por esclarecimentos sobre o caso, marcada para as 7h20 desta terça-feira (18), na região onde ocorreu o episódio.
A mobilização deve reunir familiares e pessoas próximas à menina.
MPV busca respostas oficiais
A morte de uma criança de 12 anos após um mal súbito dentro ou nas proximidades do ambiente escolar exige esclarecimentos sobre a sequência dos acontecimentos, o atendimento prestado e as circunstâncias médicas que levaram ao desfecho.
O Jornal MPV procurará a direção da escola, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, os órgãos responsáveis pelo atendimento de emergência e as autoridades policiais para obter as versões oficiais.
Até a publicação desta reportagem, as informações referentes à possível demora no atendimento e às circunstâncias médicas foram apresentadas ao MPV exclusivamente pela família.
O portal também seguirá acompanhando o caso e atualizará a reportagem caso novas informações oficiais sejam divulgadas.
A reportagem do MPV ouviu Luísa, irmã de Maria Eduarda, e registra que as declarações apresentadas pela família representam sua versão dos acontecimentos. Eventuais responsabilidades somente poderão ser estabelecidas após a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.






