Chuí e Santa Vitória do Palmar foram atingidos pela falta de energia após ciclone danificar torres de transmissão; cerca de 29 mil imóveis ficaram sem luz
A energia elétrica começou a ser restabelecida nesta terça-feira (11) em Chuí e Santa Vitória do Palmar, no Extremo Sul do Rio Grande do Sul, após cinco dias de interrupção provocada pelos danos causados pela passagem de um ciclone na região.
O fornecimento havia sido interrompido na quinta-feira (6), quando temporais e ventos fortes danificaram pelo menos 26 torres de transmissão na região da Lagoa Mirim.
Segundo informações da CEEE Equatorial, o trabalho de recuperação começou a permitir a retomada gradual do fornecimento. Aproximadamente 29 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica em razão dos danos provocados pelo evento climático.
Ciclone danificou estruturas de transmissão
A passagem do ciclone provocou danos significativos ao sistema de transmissão de energia no Extremo Sul do Estado.
As estruturas atingidas ficam na região da Lagoa Mirim, área que apresenta dificuldades adicionais para o trabalho das equipes devido às características do terreno e à localização das torres.
A concessionária mobilizou cerca de 90 profissionais para atuar na recuperação da rede. Um helicóptero também foi utilizado como apoio nas operações de reparo.
A dimensão dos danos fez com que o restabelecimento não pudesse ser realizado de forma imediata.
Quase 30 mil imóveis foram afetados
A interrupção atingiu aproximadamente 29 mil imóveis entre Chuí e Santa Vitória do Palmar.
Durante os cinco dias sem fornecimento regular, moradores e comerciantes precisaram buscar alternativas para manter atividades básicas.
No Chuí, moradores chegaram a enfrentar filas para carregar celulares, enquanto geradores passaram a ser utilizados em diferentes pontos da cidade.
Estabelecimentos comerciais também foram prejudicados. Alguns precisaram funcionar com iluminação improvisada e registraram redução nas vendas durante o período de interrupção.
Geradores foram utilizados para manter serviços essenciais
Com a demora no restabelecimento da rede, geradores foram utilizados para garantir o funcionamento de serviços considerados essenciais.
A concessionária e a Defesa Civil disponibilizaram equipamentos para auxiliar no atendimento das áreas afetadas.
Na área da saúde, um hospital da região precisou adotar medidas emergenciais para manter o atendimento. Cirurgias eletivas foram canceladas, enquanto três geradores passaram a garantir o funcionamento da unidade e a realização dos atendimentos de emergência.
A situação evidenciou o impacto que uma interrupção prolongada de energia pode provocar sobre serviços que dependem de fornecimento contínuo de eletricidade.
Justiça determina prazo para restabelecimento
A demora na retomada do fornecimento também provocou medidas judiciais.
Quatro municípios conseguiram liminares na Justiça determinando que as concessionárias CEEE Equatorial e RGE retomassem o fornecimento de energia em até 24 horas após a intimação.
Em caso de descumprimento, as decisões estabeleceram multas que podem chegar a R$ 100 mil.
As medidas judiciais ocorreram diante da duração do apagão e dos impactos provocados pela falta de energia sobre moradores, comércio e serviços públicos.
CEEE Equatorial reforçou equipes
A CEEE Equatorial informou que reforçou as equipes destinadas aos locais atingidos pelo temporal.
A empresa classificou os trabalhos como complexos em razão da quantidade e da extensão dos danos provocados nas estruturas de transmissão.
O uso de helicóptero e a mobilização de dezenas de profissionais fazem parte da operação para recuperar os equipamentos danificados e restabelecer gradualmente o fornecimento.
O início da retomada nesta terça-feira representa uma etapa da recuperação, mas a normalização completa depende da conclusão dos reparos necessários na rede.
Moradores enfrentaram cinco dias sem energia
O período prolongado de interrupção alterou a rotina dos moradores das duas cidades.
Além da dificuldade para conservar alimentos e utilizar equipamentos elétricos, a falta de energia afetou comunicação, comércio e outros serviços que dependem da rede.
No Chuí, a necessidade de carregar celulares levou moradores a procurar pontos onde havia geradores ou alguma fonte alternativa de energia.
Comércios também enfrentaram dificuldades para manter suas atividades, enquanto serviços essenciais precisaram operar com estruturas de emergência.
Evento climático provocou danos na infraestrutura
O episódio demonstra novamente como eventos meteorológicos severos podem provocar impactos que ultrapassam o período de duração da tempestade.
Mesmo após a passagem do ciclone, os danos provocados nas torres de transmissão mantiveram milhares de imóveis sem energia durante vários dias.
A recuperação exigiu deslocamento de equipes especializadas, equipamentos e apoio aéreo para alcançar as estruturas atingidas.
A situação também expôs a dependência de serviços essenciais em relação à infraestrutura elétrica e os efeitos provocados quando uma interrupção se prolonga por vários dias.
Restabelecimento ocorre de forma gradual
O início do retorno da energia não significa que todos os imóveis das duas cidades tenham sido imediatamente reconectados.
O fornecimento ocorre de maneira gradual, conforme as estruturas danificadas são recuperadas e a rede volta a operar com segurança.
A expectativa é de que o avanço dos trabalhos permita ampliar progressivamente o número de consumidores atendidos.
A CEEE Equatorial mantém equipes mobilizadas para concluir os reparos necessários nas estruturas atingidas pelo ciclone.
Cinco dias de apagão deixam alerta sobre vulnerabilidade da rede
O apagão registrado no Extremo Sul do Rio Grande do Sul começou após um evento climático severo e deixou aproximadamente 29 mil imóveis sem energia durante cinco dias.
A recuperação iniciada nesta terça-feira reduz gradualmente os impactos, mas o episódio deixa um cenário de atenção sobre a capacidade de resposta da infraestrutura diante de eventos extremos.
Para moradores e comerciantes de Chuí e Santa Vitória do Palmar, a retomada do fornecimento representa o início da normalização da rotina depois de dias marcados por dificuldades para manter serviços básicos e atividades econômicas.
A conclusão dos reparos e a normalização completa da rede ainda dependem do avanço dos trabalhos das equipes mobilizadas na região.








