Mulher afirma que motorista estava sem roupa da cintura para baixo, teria mexido nas partes íntimas durante o trajeto e dificultado sua saída do veículo. Caso foi registrado na Polícia Civil.
Uma moradora de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, denunciou à Polícia Civil uma situação que, segundo seu relato, teria ocorrido durante uma corrida realizada pelo aplicativo 99Pop, na tarde de sexta-feira (11).
Segundo a passageira, ela havia saído do trabalho em uma escola e solicitou uma corrida pelo aplicativo para retornar para casa. O motorista teria parado em um acesso diferente daquele onde ela aguardava e, inicialmente, ela não teria percebido que havia algo fora do normal.
Durante o trajeto, conforme o relato apresentado ao Jornal MPV, a mulher percebeu que o motorista estaria usando apenas uma camiseta e um pedaço de tecido para cobrir as partes íntimas.
Passageira afirma ter visto motorista sem roupa
A denunciante relata que, em determinado momento, o tecido teria subido e ela percebeu que o motorista estava sem roupa da cintura para baixo.
Ainda segundo o relato, o homem teria mexido nas próprias partes íntimas enquanto dirigia. A passageira afirma que abriu o vidro do veículo e tentou demonstrar que queria sair, mas teria sido orientada pelo motorista a fechar a janela.
Ela também afirma ter tentado deixar o veículo por três vezes. Segundo seu relato, o motorista teria dito que faltava pouco para chegar ao destino.
Diante do medo, a mulher afirma que pediu para desembarcar em uma esquina. Segundo ela, acabou deixando o veículo próximo à sua residência, quando o carro ainda estaria em movimento.
Motorista teria permanecido nas proximidades da casa
Após desembarcar, a passageira relata que o motorista permaneceu por alguns instantes nas proximidades de sua residência.
Ela afirma que ficou com receio de entrar em casa imediatamente e que o homem teria parado algumas casas adiante. Posteriormente, segundo a denunciante, ele teria descido do veículo e permanecido na calçada, aparentando fazer exercícios físicos e já utilizando uma bermuda.
A mãe da mulher teria chegado praticamente no mesmo momento. Ao saber do ocorrido, teria tentado observar a placa do veículo. Conforme o relato, o motorista entrou rapidamente no carro e deixou o local.
Ocorrência foi registrada na Polícia Civil
A denunciante registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Online da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
O documento, registrado em 11 de setembro de 2026, classifica inicialmente o fato como “ato obsceno consumado” e encaminha a ocorrência para a 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana.
No histórico registrado pela vítima, consta que ela teria percebido o motorista utilizando uma camiseta para cobrir as partes íntimas durante a corrida e que ficou extremamente constrangida e assustada com a situação. Ela também manifestou preocupação de que comportamento semelhante pudesse ocorrer com outras passageiras, inclusive mulheres ou crianças.
Denunciante afirma que recebeu informação sobre supostos registros anteriores
Após registrar a ocorrência, a mulher afirmou ao Jornal MPV que teria sido informada, durante o atendimento na delegacia, de que o homem apontado por ela como motorista já teria registros de ocorrências relacionados a importunação sexual.
O Jornal MPV não confirmou de forma independente essa informação e não teve acesso, até o momento, aos supostos registros anteriores.
Por esse motivo, a informação é apresentada exclusivamente como relato da denunciante. A eventual existência de outras ocorrências deverá ser verificada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Vídeo foi encaminhado ao Jornal MPV
A mulher também enviou à reportagem um vídeo relacionado ao episódio.
Nas imagens disponibilizadas ao MPV, é possível visualizar um homem fora do veículo. O material, porém, não registra o interior do carro nem comprova, isoladamente, o comportamento relatado pela passageira durante a corrida.
Por isso, o vídeo é tratado pela reportagem como material complementar ao relato, e não como prova conclusiva dos fatos.
Caso deverá ser apurado
O registro policial deverá permitir que as autoridades avaliem as circunstâncias relatadas pela passageira e eventuais elementos que possam auxiliar na identificação do motorista e na apuração da conduta.
O enquadramento registrado no boletim de ocorrência é inicial e não representa uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade do motorista.
O Jornal MPV buscará o posicionamento da 99 sobre a denúncia, especialmente sobre eventual identificação do motorista, existência de reclamações anteriores e medidas que possam ser adotadas pela plataforma.
A reportagem preserva informações que possam facilitar a identificação da denunciante ou de seu endereço.











