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Presa mulher condenada por matar fotógrafo

Paula Caroline Rodrigues Lopes estava foragida e foi localizada em um hotel de Santo Antônio da Patrulha. Ela estava acompanhada de um homem apontado como líder de uma facção criminosa, que também acabou preso.

Uma mulher condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi presa nesta quinta-feira (22), no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

A mulher, identificada como Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 32 anos, estava foragida da Justiça e havia sido incluída recentemente na lista de procurados da Interpol. A captura ocorreu em um hotel de Santo Antônio da Patrulha, durante uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul (FICCO/RS), da Polícia Federal, e da Brigada Militar.

Conforme informações divulgadas pelas autoridades, os agentes identificaram o paradeiro dos procurados, acompanharam seus deslocamentos e organizaram a abordagem policial. O casal foi localizado pouco antes de deixar o estabelecimento.

Paula estava acompanhada de um homem apontado pelas autoridades como líder de uma facção criminosa com atuação em Canoas. Segundo a polícia, ele estava armado com uma pistola e também foi preso.

Após a abordagem, os dois foram encaminhados para os procedimentos legais e permaneceram à disposição da Justiça.

Mulher estava na lista de procurados da Interpol

A prisão ocorreu após a divulgação da inclusão de Paula na lista internacional de procurados da Interpol. Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a divulgação motivou uma denúncia que ajudou as autoridades a identificar o paradeiro da condenada.

A inclusão na lista da Interpol amplia a cooperação entre forças policiais de diferentes países para localizar pessoas procuradas pela Justiça. No caso de Paula, a medida foi adotada porque ela estava foragida após a condenação pelo homicídio do fotógrafo.

A localização em território gaúcho permitiu que as forças de segurança realizassem a prisão antes de uma eventual saída do município.

A captura encerra o período em que a mulher permanecia foragida, mas os procedimentos judiciais relacionados à execução da pena seguem sob responsabilidade da Justiça.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros em Canoas

O crime aconteceu em 28 de julho de 2015. José Gustavo Bertuol Gargioni tinha 22 anos quando foi morto na região da Prainha do Paquetá, em Canoas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o jovem foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

As investigações apontaram que Paula teria atraído o fotógrafo para um encontro previamente combinado. Na época, ela mantinha um relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como autor dos disparos.

A acusação sustentou que os dois tiveram participação no assassinato. Juliano foi julgado pelo Tribunal do Júri em fevereiro de 2020 e condenado pelo crime.

Condenação foi definida em novo julgamento

O processo contra Paula teve diferentes etapas judiciais ao longo dos anos.

Em dezembro de 2023, ela havia sido absolvida da acusação de homicídio pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento em abril de 2025, por considerar que a decisão dos jurados contrariava as provas do processo.

Com a anulação, foi determinado um novo julgamento, realizado em março de 2026, em Canoas.

Na nova sessão, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras reconhecidas foram motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A ré não compareceu ao julgamento e foi julgada à revelia. Após a condenação, permaneceu foragida até ser localizada nesta quinta-feira.

Homem preso com ela também era procurado

A ação policial em Santo Antônio da Patrulha também resultou na prisão do homem que acompanhava Paula no hotel.

Segundo as informações divulgadas pela polícia, ele é apontado como líder de uma facção criminosa com atuação em Canoas e estava armado com uma pistola no momento da abordagem.

As autoridades não detalharam, na divulgação inicial, todos os processos e condenações relacionados ao homem. Por isso, as circunstâncias jurídicas específicas de sua situação devem ser diferenciadas da condenação de Paula pelo assassinato do fotógrafo.

A operação foi realizada pela FICCO/RS, da Polícia Federal, em conjunto com a Brigada Militar. A atuação integrada permitiu localizar os procurados e realizar a abordagem antes que deixassem o estabelecimento.

Prisão marca novo capítulo de caso que se arrastava desde 2015

A captura de Paula representa um novo desdobramento de um caso criminal que atravessou mais de uma década, envolvendo investigação policial, julgamento, absolvição, anulação da decisão e uma nova condenação pelo Tribunal do Júri.

Para a família de José Gustavo Bertuol Gargioni, o processo judicial teve diferentes momentos até a condenação de março de 2026. A localização da mulher agora permite o encaminhamento das providências necessárias para o cumprimento da decisão judicial.

O caso também evidencia o papel da cooperação entre forças de segurança estaduais e federais na localização de pessoas procuradas.

A partir da prisão, caberá às autoridades responsáveis adotar os procedimentos legais para o cumprimento da pena imposta a Paula, além das providências relacionadas à situação judicial do homem preso com ela.

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