Foco foi identificado em criação doméstica no Alto Jacuí; 68 propriedades serão monitoradas em um raio de três quilômetros e autoridades reforçam medidas de biossegurança.
O Rio Grande do Sul confirmou um novo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência no município de Selbach, na região do Alto Jacuí. A confirmação laboratorial ocorreu na segunda-feira (5), após amostras coletadas de animais que apresentaram mortalidade serem analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP).
O caso mobilizou equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) e do Serviço Veterinário Oficial do Estado. A ocorrência está sendo tratada dentro dos protocolos de vigilância sanitária animal adotados para situações envolvendo influenza aviária.
De acordo com a Seapi, a notificação de mortalidade das aves ocorreu em 1º de outubro. Técnicos do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) foram acionados, realizaram a investigação inicial e coletaram amostras para diagnóstico.
O resultado confirmou a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.
Caso não envolve granja comercial
Um dos principais pontos destacados pelas autoridades é que o foco identificado em Selbach não está relacionado a um estabelecimento avícola comercial.
Trata-se de uma criação de aves de subsistência, normalmente associada a pequenas propriedades ou criações domésticas destinadas ao consumo próprio ou à manutenção de animais na propriedade.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), juntamente com entidades da avicultura gaúcha, informou que acompanha a confirmação e reforçou que os plantéis comerciais do Estado permanecem sob vigilância e monitoramento sanitário.
Segundo as entidades, os estabelecimentos comerciais seguem protocolos de biossegurança para reduzir o risco de introdução e disseminação do vírus.
A ocorrência, portanto, não significa que uma granja comercial do Estado esteja contaminada.

68 propriedades serão monitoradas
Após a confirmação do caso, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul iniciou uma operação de monitoramento na região.
Ao todo, 68 propriedades localizadas em um raio de três quilômetros do foco serão visitadas pelas equipes responsáveis pela vigilância sanitária.
Durante as visitas, os profissionais deverão verificar as condições sanitárias das criações, identificar eventuais sinais compatíveis com a doença e orientar os responsáveis pelas propriedades sobre medidas de prevenção.
Também serão realizadas ações de educação sanitária e conscientização junto à comunidade local.
O objetivo é detectar rapidamente qualquer eventual novo caso e impedir que o vírus alcance outras criações.
Como o caso foi descoberto
A investigação começou após a identificação de mortalidade de aves em uma propriedade de Selbach.
A ocorrência foi comunicada às autoridades sanitárias no dia 1º de outubro. Técnicos do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal compareceram ao local e coletaram material para análise.
As amostras foram encaminhadas ao laboratório oficial de referência.
O diagnóstico foi posteriormente confirmado pelo LFDA-SP, laboratório federal responsável pela análise.
A confirmação laboratorial permite que as autoridades adotem as medidas previstas nos protocolos de controle e vigilância da influenza aviária.

O que é a gripe aviária?
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves.
O vírus pode atingir diferentes espécies de aves domésticas e silvestres. Em determinadas circunstâncias, também pode infectar mamíferos.
Casos em humanos são considerados raros, mas justamente por isso as autoridades sanitárias recomendam que a população não tenha contato direto com animais doentes ou mortos.
O Ministério da Agricultura mantém programas de vigilância destinados à detecção precoce da influenza aviária e de outras doenças que podem afetar os plantéis brasileiros.
A vigilância inclui tanto a avicultura comercial quanto criações de subsistência, especialmente em regiões consideradas de maior risco para introdução da doença.
População deve evitar contato com aves doentes ou mortas
A orientação das autoridades é clara: pessoas que encontrarem aves mortas, doentes ou apresentando comportamento anormal não devem tentar capturá-las, transportá-las ou prestar socorro diretamente.
O contato sem proteção pode representar risco de exposição ao agente infeccioso.
Em caso de mortalidade anormal ou súbita de aves, a orientação é comunicar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial.
A Seapi também recomenda que a população não manipule animais mortos encontrados em propriedades, áreas rurais ou ambientes naturais.

Quais sinais devem chamar atenção?
A suspeita de influenza aviária pode surgir diante de diferentes alterações no comportamento ou na saúde das aves.
Entre os sinais que devem ser comunicados às autoridades estão:
- mortalidade elevada ou súbita;
- dificuldade respiratória;
- alterações neurológicas;
- redução significativa da atividade das aves;
- sinais de doença em várias aves simultaneamente;
- morte sem causa aparente.
A ocorrência de um desses sinais não significa automaticamente que se trata de gripe aviária. O diagnóstico depende de investigação veterinária e confirmação laboratorial.
Por isso, a orientação é não tentar diagnosticar ou eliminar animais por conta própria.
Como comunicar uma suspeita
A Seapi orienta que suspeitas de influenza aviária sejam comunicadas imediatamente à Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima.
Também é possível realizar a notificação pelo WhatsApp disponibilizado pelo órgão:
📱 (51) 98445-2033
A comunicação rápida é considerada fundamental para que as equipes possam investigar a ocorrência e, se necessário, adotar medidas de contenção.

Há risco para quem consome carne de frango ou ovos?
A confirmação do caso em aves de subsistência em Selbach não significa que carne de frango ou ovos disponíveis no mercado estejam contaminados.
A Seapi reforça que não há risco relacionado ao consumo de carne e ovos, pois a influenza aviária não é transmitida pela ingestão desses alimentos quando produzidos e manipulados adequadamente.
Além disso, o foco identificado em Selbach não envolve estabelecimento avícola comercial.
A cadeia produtiva comercial do Estado continua submetida a protocolos de vigilância e biossegurança.
Portanto, não há orientação oficial para que a população deixe de consumir carne de frango ou ovos por causa desse caso específico.
Avicultura comercial segue sob vigilância
Entidades representantes da avicultura gaúcha afirmaram que acompanham a situação em conjunto com os órgãos oficiais.
A ABPA, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A./RS), a ASGAV e o SIPARGS reforçaram a necessidade de manter medidas rígidas de biossegurança.
Entre as principais recomendações estão:
- controle do acesso às propriedades;
- controle da movimentação de pessoas;
- controle de veículos e equipamentos;
- higienização e desinfecção;
- prevenção do contato entre aves comerciais e aves de vida livre;
- monitoramento permanente dos plantéis;
- comunicação imediata de alterações sanitárias.
A preocupação central é impedir que um foco em aves de subsistência alcance a produção comercial.

Por que o controle é importante?
O Rio Grande do Sul possui uma importante cadeia produtiva de aves e derivados.
Uma disseminação da influenza aviária em estabelecimentos comerciais poderia gerar consequências sanitárias e econômicas, incluindo necessidade de adoção de medidas de controle e possíveis impactos sobre mercados compradores.
Por isso, o sistema de vigilância trabalha com a identificação precoce de casos.
A estratégia inclui investigação de suspeitas, coleta de amostras, diagnóstico laboratorial e monitoramento de propriedades próximas aos focos.
O Ministério da Agricultura destaca que a vigilância epidemiológica tem, entre seus objetivos, a detecção precoce de casos de influenza aviária e a demonstração da ausência da doença na avicultura industrial para fins de comércio.
Caso em Selbach não significa surto na avicultura comercial
A confirmação deve ser interpretada com cautela.
O diagnóstico em uma criação de subsistência é um foco de influenza aviária, mas não significa, neste momento, que exista transmissão generalizada entre granjas comerciais do Estado.
Até a publicação das informações oficiais consultadas, o caso de Selbach estava sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto as propriedades próximas eram submetidas a monitoramento.
A diferença é importante porque evita que o caso seja interpretado como uma contaminação generalizada da produção avícola gaúcha.

O que os moradores da região devem fazer?
A principal recomendação é evitar qualquer contato direto com aves doentes ou mortas e comunicar imediatamente situações suspeitas.
Proprietários de criações domésticas devem reforçar a higiene, controlar o acesso de pessoas às instalações e impedir o contato das aves com animais silvestres sempre que possível.
Também é importante evitar o compartilhamento de equipamentos entre diferentes criações sem a devida higienização.
A movimentação desnecessária de aves entre propriedades deve ser evitada, especialmente diante de uma investigação sanitária em andamento.
Monitoramento continua
As equipes do Serviço Veterinário Oficial deverão continuar as visitas às propriedades localizadas no raio de três quilômetros do foco.
O trabalho permitirá verificar se existem outros sinais suspeitos na região e avaliar o risco de disseminação.
As informações obtidas durante as visitas poderão determinar a necessidade de novas medidas sanitárias.
A atuação rápida das equipes faz parte dos protocolos utilizados pelo Estado para tentar conter a circulação do vírus e proteger a avicultura gaúcha.

Situação exige atenção, mas não motivo para pânico
O caso confirmado em Selbach exige atenção das autoridades, principalmente pelo potencial de disseminação da influenza aviária entre aves.
No entanto, as informações oficiais disponíveis indicam que o foco está restrito a aves de subsistência e que não envolve uma granja comercial.
Também não há recomendação para suspensão do consumo de carne de frango ou ovos.
A orientação principal para a população é acompanhar as informações oficiais, evitar contato com aves doentes ou mortas e comunicar imediatamente qualquer mortalidade anormal.
Enquanto isso, as autoridades sanitárias mantêm o monitoramento das propriedades próximas ao foco e acompanham a situação da avicultura comercial no Estado.










