Home / Últimas Notícias / RS entre líderes em carteira assinada

RS entre líderes em carteira assinada

Rio Grande do Sul tem 80,9% dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada e registra desemprego abaixo da média nacional.

O mercado de trabalho do Rio Grande do Sul mantém um dos maiores níveis de formalização do Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14), mostram que 80,9% dos empregados do setor privado no Estado trabalhavam com carteira assinada no segundo trimestre de 2026.

O resultado coloca o Rio Grande do Sul na quarta posição entre os estados brasileiros com maior proporção de trabalhadores formalizados. O índice gaúcho fica atrás apenas de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A média nacional foi de 74,4%.

Em números absolutos, o Estado tinha aproximadamente 2,595 milhões de trabalhadores com carteira assinada no período analisado.

Desemprego fica abaixo da média brasileira

Outro indicador que chama atenção é a taxa de desemprego. Entre abril e junho de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 4,2% de desocupação.

O percentual ficou praticamente estável diante dos 4,0% registrados no trimestre anterior, mas apresentou melhora na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 4,3%.

No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no segundo trimestre. Na prática, o indicador mostra que o mercado de trabalho gaúcho apresentava uma taxa de desocupação inferior à média nacional.

Estado soma 5,9 milhões de pessoas ocupadas

O número total de pessoas ocupadas no Rio Grande do Sul chegou a 5,902 milhões entre abril e junho.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 38 mil pessoas ocupadas. Já em relação ao trimestre anterior, o avanço foi de aproximadamente 7 mil trabalhadores.

O setor privado concentrava cerca de 3,2 milhões de trabalhadores, crescimento de 2% em um ano.

Entre as atividades com maior número de ocupados estão o comércio e a reparação de veículos, que reuniam aproximadamente 1,109 milhão de trabalhadores, e a indústria geral, com 973 mil.

Também houve avanço em áreas como informação e comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, além de segmentos ligados à administração pública, educação, saúde e serviços sociais.

Renda do trabalhador gaúcho cresce em um ano

O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores do Estado chegou a R$ 4.169 no segundo trimestre.

Apesar de uma queda de 0,9% em relação ao trimestre anterior, o valor apresentou crescimento de 5,2% na comparação anual.

A massa de rendimento dos trabalhadores gaúchos também avançou. O indicador chegou a R$ 24,183 bilhões, alta de 6,2% em relação ao segundo trimestre de 2025.

O dado é relevante porque mostra que a melhora do mercado de trabalho não aparece somente na quantidade de pessoas ocupadas. Houve também crescimento da renda acumulada pelos trabalhadores na comparação de 12 meses.

Informalidade permanece abaixo da média nacional

A informalidade atingiu 29,6% da população ocupada no Rio Grande do Sul no trimestre encerrado em junho.

O percentual está entre os menores do país e ficou significativamente abaixo da média brasileira, de 37,4%.

Outro indicador que apresentou queda foi o número de trabalhadores desalentados. O contingente passou de 55 mil para 41 mil pessoas em um ano, redução de 26,6%.

São consideradas desalentadas as pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma oportunidade.

O que os números mostram sobre o mercado gaúcho

Os dados do IBGE desenham um cenário de maior formalização, baixa taxa de desemprego e crescimento da renda no Rio Grande do Sul.

O destaque não está apenas no quarto lugar nacional em carteira assinada. A combinação dos indicadores mostra que o Estado possui uma participação expressiva do emprego formal no setor privado, enquanto a informalidade permanece abaixo da média brasileira.

Para o trabalhador, a formalização representa acesso a direitos vinculados ao emprego com carteira assinada. Para a economia, um mercado de trabalho mais formalizado também amplia a previsibilidade da renda e a arrecadação associada às relações trabalhistas.

Os números, portanto, colocam o Rio Grande do Sul entre os estados com um dos mercados de trabalho mais formalizados do país no segundo trimestre de 2026.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *