Passagem passa de R$ 16,90 para R$ 19,15 após aprovação da Agergs; novo valor começa a valer depois da publicação no Diário Oficial do Estado.
A tarifa da travessia de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba terá reajuste de 13,29%. O aumento foi homologado nesta terça-feira (8) pelo Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).
Com a decisão, a passagem operada pela Catsul Guaíba Transportes Hidroviários passará de R$ 16,90 para R$ 19,15, uma diferença de R$ 2,25 por viagem. O novo valor, porém, ainda não entra em vigor imediatamente: a tarifa reajustada poderá ser cobrada após a publicação da decisão no Diário Oficial do Estado.
A travessia hidroviária é uma das alternativas de deslocamento entre a Capital e Guaíba e também possui parada no Píer Pontal, na Zona Sul de Porto Alegre.
Quanto vai custar a passagem
O reajuste representa a seguinte mudança:
Tarifa atual: R$ 16,90
Nova tarifa: R$ 19,15
Reajuste: 13,29%
Aumento por passagem: R$ 2,25
O valor de R$ 16,90 havia sido definido em janeiro de 2025. A tarifa foi resultado de atualização calculada pela Metroplan, órgão responsável pela gestão do transporte metropolitano.
O que muda para o passageiro
Para quem utiliza o Catamarã diariamente, o aumento terá impacto direto no custo de deslocamento.
Considerando apenas uma viagem de ida e outra de volta, o passageiro passará a gastar R$ 38,30 por dia, contra R$ 33,80 atualmente.
Em 22 dias úteis, considerando duas viagens por dia e a tarifa integral, o custo passará de aproximadamente R$ 743,60 para R$ 842,60.
Esse cálculo é apenas uma projeção sobre a tarifa cheia e não considera eventuais descontos, integrações ou outras condições tarifárias.

Reajustes tiveram atrasos acumulados
A aprovação do aumento ocorre depois de um histórico de atrasos na aplicação dos reajustes previstos no contrato de concessão.
Segundo as informações apresentadas no processo regulatório, entre 2010 e 2016 foram acumulados 1.443 dias de atraso em reajustes tarifários. A questão chegou inclusive a ser discutida judicialmente.
O contrato de concessão entre o Estado e a Catsul foi firmado em 20 de dezembro de 2010 e estabelece as regras para a prestação do serviço e para a atualização das tarifas.
A documentação da Agergs estabelece que a data-base dos reajustes ordinários é 16 de novembro de cada ano.
Pandemia e enchentes afetaram o transporte
A situação financeira da operação também foi impactada por acontecimentos extraordinários dos últimos anos.
Entre eles estão a pandemia de Covid-19 e as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024.
Os eventos climáticos provocaram a interrupção do serviço por aproximadamente 67 dias, segundo os dados analisados pela Agergs.
A queda na demanda também foi significativa. A média mensal de passageiros passou de 71.046 para 42.290 usuários.
A redução representa uma queda de aproximadamente 40% no movimento mensal em relação ao patamar anterior utilizado na análise.

Catsul pediu reequilíbrio financeiro
Além do reajuste tarifário aprovado nesta terça-feira, a Catsul apresentou um pedido relacionado ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
A empresa argumenta que os impactos acumulados ao longo dos últimos anos, incluindo os efeitos da pandemia e das enchentes, afetaram o equilíbrio da concessão.
Esse pedido, no entanto, não foi aprovado junto com o reajuste da tarifa.
O Conselho Superior da Agergs decidiu separar os dois processos.
Subsídio permanente também está em discussão
Entre os pedidos apresentados pela Catsul está a possibilidade de criação de um subsídio tarifário permanente.
A proposta está relacionada à necessidade de garantir a sustentabilidade econômica da operação sem concentrar todo o impacto financeiro sobre o passageiro.
Como o pedido de reequilíbrio é diferente do reajuste tarifário ordinário, a questão seguirá uma tramitação própria.
A análise do reequilíbrio extraordinário foi encaminhada para a Metroplan, que atua como poder concedente do serviço.

Agergs regula e Metroplan administra
A divisão de responsabilidades é importante para entender o processo.
A Agergs é responsável pela regulação do serviço e pela análise e homologação dos reajustes e revisões tarifárias previstas no contrato.
Já a Metroplan é o órgão gestor das travessias hidroviárias metropolitanas de passageiros.
Por isso, embora a Agergs tenha aprovado o reajuste de 13,29%, o pedido extraordinário de reequilíbrio econômico-financeiro seguirá para avaliação da Metroplan.
Travessia atende Porto Alegre e Guaíba
O catamarã realiza a travessia hidroviária entre Porto Alegre e Guaíba, oferecendo uma alternativa ao transporte rodoviário.
O serviço também atende passageiros que embarcam ou desembarcam no Píer Pontal, na Zona Sul da Capital.
A operação possui horários em dias úteis, sábados, domingos e feriados. A Catsul informa que os horários estão sujeitos a alterações e mantém uma central de atendimento para os passageiros.

Novo preço ainda não está valendo
Apesar da aprovação do reajuste pela Agergs nesta terça-feira, o passageiro ainda precisa observar a data oficial de início da cobrança.
A nova tarifa de R$ 19,15 somente poderá ser aplicada após a publicação da decisão no Diário Oficial do Estado. Até lá, permanece o valor vigente de R$ 16,90.
O que foi aprovado
Trecho: Porto Alegre ↔ Guaíba
Operadora: Catsul
Tarifa atual: R$ 16,90
Nova tarifa: R$ 19,15
Reajuste: 13,29%
Aumento: R$ 2,25
Órgão que homologou: Agergs
Cálculo do reajuste: Metroplan
Início da nova tarifa: após publicação no Diário Oficial do Estado
A decisão representa um novo aumento no custo da travessia para os usuários, enquanto permanece em análise a discussão sobre o equilíbrio financeiro da concessão e eventual criação de um subsídio permanente.










