Por Sandra Salenave | Colunista do Jornal MPV
Yury Medina foi encontrado pela Brigada Militar na Restinga, em Porto Alegre, e já está em segurança junto aos pais. A notícia traz alívio à família e encerra a mobilização que tomou conta das redes sociais após o pedido de ajuda divulgado pelo Jornal MPV.
A localização de Yury mostra, mais uma vez, a importância da comunidade na busca por pessoas desaparecidas ou desorientadas. Cada compartilhamento, cada informação e cada olhar atento podem fazer diferença em uma situação de emergência. Como mãe atípica, sei que esse tipo de situação provoca uma angústia difícil de explicar. Para muitas famílias, o medo de que um filho se perca, fique desorientado ou não consiga retornar para casa faz parte de uma realidade que nem sempre é compreendida pela sociedade.
Por isso, hoje não quero apenas comemorar o encontro de Yury. Quero também deixar um alerta e um apelo às famílias e à comunidade.
Quando alguém parecer perdido, ajude
Se você encontrar uma criança, adolescente, adulto ou idoso aparentemente perdido ou desorientado, não ignore.Procure ajudar com segurança e entre em contato com a Brigada Militar. Informe o local onde a pessoa foi encontrada. Se possível, permaneça por perto até a chegada do atendimento. Uma informação pode representar a diferença entre horas de sofrimento e o reencontro de uma família. Não sabemos a história de quem está diante de nós. Mas podemos reconhecer quando alguém precisa de ajuda.
Identificação pode ajudar no reencontro
Também quero deixar uma orientação importante para as famílias atípicas. Sempre que possível, é importante que a pessoa tenha consigo algum ponto de identificação com nome e telefone de contato de um familiar ou responsável. Uma alternativa simples é utilizar uma pulseira de identificação. Ela pode conter o nome da pessoa e um telefone para contato.
Outras possibilidades também podem ser consideradas, de acordo com a realidade de cada família, como cartões de identificação ou outros meios seguros de portar informações de contato. O objetivo não é expor a pessoa. É facilitar o contato com a família em uma situação de desorientação ou perda.Para uma criança, adolescente, adulto ou idoso atípico que tenha dificuldade de comunicação ou de informar seus dados, essa identificação pode ser especialmente importante.
Uma pequena informação pode ajudar a devolver uma pessoa para casa.
Pais atípicos precisam de apoio
A maternidade atípica muitas vezes significa viver em estado permanente de atenção.Existem preocupações que começam antes mesmo de uma situação acontecer. Existem medos que nem sempre são compreendidos por quem observa de fora.Quando um filho ou familiar desaparece ou se desorienta, a família precisa de apoio, acolhimento e uma rede preparada para agir.
É por isso que defendo uma comunidade mais atenta às pessoas com deficiência e às famílias atípicas.Ninguém deveria enfrentar sozinho o desespero de procurar alguém que ama.
Obrigada, comunidade
Quero agradecer especialmente a todas as pessoas que atenderam ao apelo feito pelo Jornal MPV e ajudaram na divulgação da busca por Yury.
Cada compartilhamento teve importância.
Agradeço também à Brigada Militar, que localizou Yury na Restinga, em Porto Alegre, e contribuiu para que ele retornasse em segurança para os pais.
Como colunista do Jornal MPV e mãe atípica, sei o significado que essa notícia tem.
Hoje podemos respirar aliviados.
Yury foi encontrado. Está seguro e está com os pais.
Que esse caso nos ensine algo que precisamos levar para a vida:
Se uma criança, adolescente, adulto ou idoso estiver perdido ou desorientado, não passe adiante. Ajude. Acione a Brigada Militar. A relação entre a Brigada Militar e a comunidade do Rio Grande do Sul baseia-se no conceito de polícia ostensiva e de proximidade, unindo forças para prevenir crimes e preservar a ordem pública por meio de programas sociais e de segurança integrada

E, para as famílias, fica o alerta:
quando possível, mantenha uma identificação com telefone de contato junto à pessoa. Uma pulseira de identificação pode ser uma aliada importante em momentos de emergência.
Porque, para alguém, aquela pessoa pode ser o filho, a filha, o pai, a mãe, o avô, a avó ou alguém que está sendo desesperadamente procurado.
Comunidade atenta também é rede de proteção.
Sandra Salenave Colunista do Jornal MPV | Alvorada na Real e Mães Atípicas.










