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CPERS comemora suspensão do leilão e mantém mobilização

O CPERS Sindicato realizou um ato em Porto Alegre nesta quinta-feira (16) para comemorar a suspensão do leilão da Parceria Público-Privada (PPP) que previa a concessão de serviços em 98 escolas estaduais do Rio Grande do Sul. Apesar da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), a entidade informou que manterá a mobilização e continuará defendendo o cancelamento definitivo do projeto.

A suspensão foi determinada em medida cautelar pelo conselheiro Estilac Xavier, que apontou possíveis irregularidades no edital da licitação. O governo do Estado informou que avalia recorrer da decisão e sustenta que a PPP não representa privatização da educação, mas uma parceria voltada à manutenção, limpeza, vigilância e conservação da infraestrutura das escolas, mantendo a gestão pedagógica sob responsabilidade da Secretaria da Educação.

O que prevê a PPP das escolas estaduais?

O projeto do governo gaúcho contempla 98 escolas em 15 municípios. A proposta prevê que a iniciativa privada assuma serviços como:

  • Manutenção predial;
  • Limpeza;
  • Vigilância;
  • Alimentação escolar;
  • Conservação da infraestrutura.

Segundo o governo, professores, diretores e a gestão pedagógica permaneceriam sob responsabilidade da rede estadual de ensino.

Por que o CPERS é contra a PPP?

O sindicato afirma que o projeto representa uma forma de privatização indireta da infraestrutura das escolas públicas e defende que os recursos previstos para a parceria sejam investidos diretamente na rede estadual de ensino.

Mesmo com a suspensão do leilão, o CPERS informou que seguirá promovendo mobilizações para pressionar pelo cancelamento definitivo da proposta.

O que acontece agora?

A decisão do TCE-RS suspende o processo licitatório e determina que o governo apresente esclarecimentos sobre os pontos apontados no edital. Ainda não há uma nova data para o leilão. Enquanto isso, o governo analisa medidas para reverter a decisão e dar continuidade ao projeto.

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