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Mãe é presa após filha ser queimada em Rio Grande

Uma mulher investigada por atear fogo na própria filha, de 12 anos, em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). O caso aconteceu na quarta-feira (23), no bairro Profilurb I, e é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio.

Segundo o Ministério Público, a mulher é suspeita de ter utilizado álcool para atingir a menina antes de atear fogo. A adolescente sofreu queimaduras graves em diferentes partes do corpo e permanece hospitalizada em estado gravíssimo.

Justiça decreta prisão preventiva

A prisão preventiva foi decretada na quinta-feira (24), durante audiência de custódia. O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça Marcelo Nahuys Thormann, da Promotoria de Justiça Criminal de Rio Grande.

O Ministério Público destacou a gravidade do caso, a condição de vulnerabilidade da vítima e a necessidade de preservar a integridade física e psicológica das crianças envolvidas.

Com a decisão judicial, a prisão em flagrante da investigada foi convertida em prisão preventiva. A medida mantém a mulher presa enquanto o caso continua sendo investigado.

Menina foi encontrada em chamas dentro do banheiro

De acordo com informações divulgadas pelo MPRS, a adolescente foi encontrada pelo próprio tio dentro do banheiro da residência, com o corpo, da cintura para cima, em chamas.

O familiar utilizou a própria jaqueta para tentar apagar o fogo e socorrer a menina. Após o resgate, ela foi encaminhada para atendimento médico.

A adolescente sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em diferentes regiões do corpo. As lesões também atingiram as vias aéreas, situação que exigiu a intubação da vítima e sua transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Investigação aponta possível participação da mãe

A mulher foi presa em flagrante pela Brigada Militar na noite de quarta-feira, depois que a menina chegou a uma unidade de saúde apresentando queimaduras graves.

Durante o atendimento médico, surgiram informações que levaram os investigadores a apurar a possível participação da mãe nos ferimentos.

Segundo o Ministério Público, a principal linha investigativa aponta que a mulher teria molhado a filha com álcool e, posteriormente, ateado fogo na menina. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer exatamente como a agressão ocorreu e quais foram as circunstâncias que antecederam o episódio.

Outros três filhos estavam na residência

Outro ponto considerado pela investigação é que a agressão teria ocorrido na presença de outros três filhos da investigada.

As crianças têm 7, 8 e 10 anos.

Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e a Justiça determinou o encaminhamento de ofício ao órgão para avaliar as condições dos demais filhos e verificar a necessidade de medidas de proteção.

A preocupação das autoridades envolve não apenas a investigação criminal, mas também a proteção das outras crianças que estavam no ambiente no momento do episódio.

Adolescente ainda não prestou depoimento

A condição clínica da menina é um dos fatores que dificultam o avanço da investigação.

Internada desde quarta-feira, a adolescente ainda não apresenta condições de prestar depoimento formal à Polícia Civil.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rio Grande continua reunindo informações, ouvindo testemunhas e analisando os elementos disponíveis para esclarecer a dinâmica da ocorrência.

O depoimento da vítima poderá ser considerado posteriormente, caso sua condição de saúde permita e dentro dos procedimentos adequados para evitar sua revitimização.

Caso é investigado como tentativa de homicídio

A Polícia Civil trata o episódio como tentativa de homicídio.

Neste momento, a investigação ainda está em andamento. A prisão preventiva não representa condenação e a suspeita permanece com direito à defesa e ao devido processo legal.

O Ministério Público informou que aguarda a conclusão do inquérito policial para avaliar o oferecimento da ação penal.

A definição sobre eventual responsabilização criminal dependerá do avanço das investigações e da análise das provas pelo sistema de Justiça.

Proteção das crianças também está sendo avaliada

Além da apuração criminal, as autoridades acompanham a situação dos outros filhos da investigada.

O encaminhamento ao Conselho Tutelar permitirá avaliar as condições de proteção das crianças e a necessidade de eventual adoção de medidas específicas.

O caso reúne, portanto, duas frentes de atuação: a investigação criminal sobre a agressão sofrida pela adolescente e a proteção dos demais menores que estavam na residência.

O que acontece agora

Com a prisão preventiva decretada, a investigada permanece sob custódia enquanto a Polícia Civil conclui os trabalhos investigativos.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a dinâmica completa da agressão, as circunstâncias que antecederam o incêndio e os demais elementos que possam confirmar ou afastar as suspeitas apresentadas durante a investigação.

A Promotoria de Justiça Criminal de Rio Grande deverá analisar o inquérito policial após sua conclusão para definir as próximas medidas no processo.

Importante: a mulher é investigada e suspeita de participação no crime. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não significa que ela tenha sido condenada.

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